terça-feira, janeiro 31, 2006

Segunda Pedrada

De uma banda do novo rock, até provarem que são apenas datados e limitados não custou muito, bastou um segundo álbum. Mas no primeiro escreverm uma das músicas com mais Swing que me lembro de ouvir.

Kings Of Leon - Molly's Chambers

Free- is all that she could bleed
That's why'll she'll never stay
White- bare naked in the night
Just lookin' for some play
Just another girl that wants to rule the world
Any time or place
And when she gets into your head
You know she's there to stay

You want it
She's got it
Molly's Chambers gonna change your mind
She's got your
Your pistol

Slow- She's burnin' in your soul
With whispers in your ear
It's okay I'll give it anyway
Just get me out of here
You'll plead- you'll get down on your knees
For just another taste
And when you think she's let you in
That's when she fades away

You want it
She's got it
Molly's Chambers gonna change your mind
She's got your
Your pistol

Molly's

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Uma imagem...


...um não desejo

sábado, janeiro 28, 2006

Pedrada no Charco

O nome é rídiculo mas tem um objectivo. Uma pedrada num charco de medíocridade. A começar pelo Portugal das damas e dos damos e do basofe. Da Weasel. Entre ninas e ninos, Manuel Cruz, marca a diferença entre o escrever bem em português e o escrever bem em português do basofe.

Daí nasce A Casa.

Era tudo quando ela me dizia,
“Benvindo a casa”, numa voz bem calma
Acabado de entrar, pensava como reconfortava a alma
nunca tão poucas palavras tiveram tanto significado
e de repente era assim, do nada, um ser iluminado -
e tudo fazia sentido, respirar fazia sentido,
andar fazia sentido, todo o pequeno pormenor em pensamento perdido
era isto que realmente importava,
não qualquer outro tipo de gratificação

Não o quanto se ganha,
não o bem que dizem de nós não
um novo carro, não uma boa poupança,
nem sequer a família, ou a tal aliança - nada…

Apenas duas palavras, um artigo,
formavam a resposta universal

A minha pedra filosofal
Seguia para dentro do nosso pequeno universo
Um pouco disperso - pronto a ser submerso
Naquele mar de temperatura amena que a minha pequena
abria para mim sempre tranquila e serena, ena…
Tento ter a força para levar o que é meu
Sei que às vezes vai também um pouco de nós
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta eu acredito em ti

Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Quando queremos nós ter um sorriso maior
Tento ter a força para levar o que é meu
Sei que às vezes vai também um pouco de nós
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão

Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Quando queremos nós ter um sorriso maior
Bem-vindo a casa dizia quando saia de dentro dela
O bonito paradoxo inventado por uma dama bela
Em dias que o tempo parou, gravou dançou,
não tou capaz de ir atrás, mas vou
porque sou trapalhão, perdi a chave e já nem sei bem o caminho
nestes dias difusos em que ando sozinho e definho
à procura de uma casa nova do caixão até a cova
o percurso é duro em toda a linha, sempre à prova
o calor é um alimento que eu preciso
o amor é apenas um constante aviso
se sabes que eu não vivo dessa forma
tu sabes que eu não sinto dessa forma

Por isso escrevo na esperança que ela ouça o meu pedido
de desculpas
de Socorro
de abrigo
não consigo
ver uma razão para continuar a viver sem a felicidade do meu lar
da minha casa, doce casa, já ouviram falar?

É o refúgio de uma mulher que deus ousou criar
Com o simples e unico propósito de me abrigar
Não vejo a hora de voltar lá para dentro, faz frio cá for a
Faz tanto frio cá fora que eu já não vejo a hora…

Casa

terça-feira, janeiro 24, 2006

E porque todo o mundo é composto de mudança...

"...acreditar que somos uma unidade independente, destacada da incomensurável pluralidade dos próprios eus, representa uma ilusão, aliás ingénua, de uma alma única de tradição cristã, [...] porque a verdade é que temos várias almas dentro de nós, uma confederação que aceita o domínio de um eu hegemónico."

"...o que se chama a norma, ou o nosso ser, ou a normalidade, é apenas um resultado, não uma premissa, e depende do controlo de um eu hegemónico que se impôs na confederação das nossas almas; caso surja um outro eu, mais forte e poderoso, ele vai destronar o eu hegemónico e tomar o seu lugar, passando a dirigir a coorte das almas, ou melhor a confederação, e essa superioridade mantém-se até ser destronado por seu turno por um outro eu hegemónico, por ataque directo ou por uma paciente erosão."

in Afirma Pereira - Antonio Tabucchi

sábado, janeiro 21, 2006

Momento arrepiante da semana

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Though I know that evenin's empire has returned into sand,
Vanished from my hand,
Left me blindly here to stand but still not sleeping.
My weariness amazes me, I'm branded on my feet,
I have no one to meet
And the ancient empty street's too dead for dreaming.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Take me on a trip upon your magic swirlin' ship,
My senses have been stripped, my hands can't feel to grip,
My toes too numb to step, wait only for my boot heels
To be wanderin'.
I'm ready to go anywhere, I'm ready for to fade
Into my own parade, cast your dancing spell my way,
I promise to go under it.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Though you might hear laughin', spinnin', swingin' madly across the sun,
It's not aimed at anyone, it's just escapin' on the run
And but for the sky there are no fences facin'.
And if you hear vague traces of skippin' reels of rhyme
To your tambourine in time, it's just a ragged clown behind,
I wouldn't pay it any mind, it's just a shadow you're
Seein' that he's chasing.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Then take me disappearin' through the smoke rings of my mind,
Down the foggy ruins of time, far past the frozen leaves,
The haunted, frightened trees, out to the windy beach,
Far from the twisted reach of crazy sorrow.
Yes, to dance beneath the diamond sky with one hand waving free,
Silhouetted by the sea, circled by the circus sands,
With all memory and fate driven deep beneath the waves,
Let me forget about today until tomorrow.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Post

This is a crisis I knew had to come,
Destroying the balance I'd kept.
Doubting, unsettling and turning around,
Wondering what will come next.

in Passover Joy Division

terça-feira, janeiro 17, 2006

Post Viciado II

Isto não me sai da cabeça nos últimos dias...

Carlos and Carmen Vidal just had a child
A lovely girl with a crooked smile
Now they gotta split 'cause the Bronx ain't fit
For a kid to grow up in
Let's find a place they say, somewhere far away
With no blacks, no jews and no gays
There but for the grace of God go I
Poppy and the family left the dirty streets
To find a quiet place overseas
And year after year the kid has to hear
The do's the don’ts and the dears
And when she’s ten years old she digs that rock'n'roll
But Poppy bans it from home
There but for the grace of God go I
Baby, she turns out to be a natural freak
Popping pills and smoking weed
And when she’s sweet sixteen she packs her things and leaves
With a man she met on the street
Carmen starts to bawl, bangs her head to the wall
Too much love is worse than none at all
There but for the grace of God go I

In Eclesiastes 1.11 - WrayGunn

É de 2004, não interessa. É urgente ouvi-lo, ainda vão a tempo.

Let Freedom Ring

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Isto merece um Post

O Genial Assassino deu sinal de vida. Afinal parece que essa criatura da noite, ainda anda por aí. Espero sinceramente que ele volte em pleno para infernizar a vida de todos nós.

The Dead Man is coming back...

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Quando se pensava ser impossivel...

A TVI volta a mostrar aos portugueses que a TV versão TVI tem sempre mais um hipótese para chafurdar ainda mais na lama onde se encontra. Falo claro do "novo" Jornal Nacional.

Essa referência do jornalismo português, por onde já passaram pérolas como o menino que queria conhecer Matorras, ou a sempre mítica notícia de abertura do pontapé de Marco a Sónia.

Nos últimos anos a face vísivel deste atentado era Maneula Moura Guedes. De uma presunção insuportável, com aquela sua mania de comentar tudo como se fosse dona da razão, toda a sua postura "olhem para mim eu sou a Manuela Moura Guedes, eu cantei o "foram cardos, foram rosas", mas faço por que as pessoas se esqueçam disso porque isso não é digno de uma pessoa tão inteligente e culta e selecta como eu".

Entretando depois da entrada da Prisa na sociedade, Manuela anuncia o seu abandono, nesse momento o Portugal televisivo encheu-se de luto ou de alegria, conforme se acha que o 24H é um jornal de referência ou não.

Mas é aí que tudo começa. Manuela é substituída por uma cópia dela mesmo, mas com menos vinte anos, e sem vontade própria, ou qualquer jeito para ler um teleponto. E por um "jornalista", com aspecto de dirigente de uma qualquer "jota" de centro direita/direita, que ainda consegue ser pior que a sua colega na leitura do teleponto. Erros atrás de erros, hesitações até meter dó. Se já era um suplício assistir a esse "jornal", agora é simplesmente intragável.

Volta Manuela, estás perdoada.

E viva a televisão portuguesa generalista e a sua enorme qualidade. E depois ainda se queixam que passo demasiado tempo no computador...


Sugestão para hoje, e porque sabe e vai sempre saber bem ouvir, peguem naquela rodela que diz Funeral e metam-na no leitor de Cd. Oiçam e convertam-se à melhor banda dos últimos anos.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Geração Terrorista

Peço desculpa a todos os meus 3 leitores, estimativa por cima, mas ando sem qualquer tipo de paciência para escrever por aqui. Decididamente não consigo ser suficientemente disciplinado para ser regular a escrever num blog.

Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Leiam as palavras e vejam a imagem e tirem as vossas conclusões...

"Progress is a comfortable disease" - E.E.Cummings

"I listen to money singing, it's like looking down from long French windows at a provincial town. The slums, the canal, the churches ornate and mad in the evening sun. It is intensely sad..." - Philip Larkin

"I talk to god but the sky is empty" - Sylvia Plath

"Regard all art critics as useless and dangerous" - Manifesto Of The Futurists

"Modern capitalism, organising the reduction of all social life to a spectacle, cannot offer any other spectacle than of our own alienation" - Kontanyi

"In a universe suddenly divested of illusion and lights, man feels an alien, a stranger. His exile is without remedy since he is deprived of the memory of a lost home or the hope of a promised land" - Camus

"Deprive man of his life lie and you rob him of his happiness" - Ibsen

"The party is not concerned with perpetuating itself. Who wields power is not important, providing that the hierarchical structure remains always the same" - George Orwell

"It was Christianity witch first painted the devil on the worlds wall; It was Christianity witch first brought sin into the world. Belief in the cure which it offered has now been shaken to it's deepest roots; but belief in the sickness which it thaught and propagated continues to exist." - Nietzche

"Junk is the ideal product. The ultimate merchandise. No sales talk necessary. The client will crawl trough a sewer and beg to buy. The junk merchant does not sell hisporduct to the consumer, he sells the consumer to his product. He does not improve and simplify his merchendise. He degrades and simplifies the client" - William Burroughs

"To all who pass that may see, Rock'N'Roll was a part of me." - Nick Cohn


sexta-feira, janeiro 06, 2006

Post Viciado

Eu quero estar lá, quando tu tiveres de olhar para trás
Sempre quero ouvir, aquilo que guardaste para dizer no fim
Eu não te posso dar, aquilo que nunca tive de ti
Mas não te vou negar, a visita às ruínas que deixares em mim

O Nosso Amor é um Combate
Então que ganhe a melhor parte


In Amor Combate - Linda Martini

O vicio de agora e a banda que com quatro músicas já é uma das melhores nacionais da actualidade. Espero ansiosamente pelo álbum.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Recomendações ( Parte 1)

Por aqui tem-se ouvido o novo do Graham Coxon, que vai ter sempre de levar com esta de ser o ex-guitarrista dos Blur. Depois do anterior HAPPINESS IN MAGAZINES, grande álbum por sinal, Graham está de volta com o novíssimo Love Travels At Illegal Speeds.

Uma coisa cerca, continua a escolher óptimos nomes para os seus álbuns. Quanto á música, às primeiras audições, mostra-se muito mais cru e mais rock que o anterior, se bem que com a constante presença de baladas muito simples e pop que já marcavam presença no anterior.

Na minha opinião não é tão bom como o anterior, mas também era díficil, mas não deixa de ser uma audição extremamente agradável.

Está num p2p perto de vós.

domingo, janeiro 01, 2006

Momento de 2005

Decidi escolher o meu momento de 2005. Nada melhor para começar o novo ano. Ora bem vou tentar descrevê-lo como o senti. Por isso cá vai...

Foi no fim de uma tarde de verão, dia 17 de Agosto se não me engano, estava no festival de Paredes de Coura. Acaba o concerto de uma banda, Hot Hot Heat, e o pessoal faz a pausa antes do concerto seguinte. Eu cheguei-me um pouquinho mais para a frente, aí a 5 metros do palco se tanto.

Entram uns senhores em palco. São sete e mais uns técnicos. Ouvem-se os primeiros aplausos, um dos que bate palmas sou eu. Montam todo o seu palco e vão-se. Passado cinco minutos voltam, pegam nos instrumentos e começam a tocar ( "tannana, tannana") e aí entra aquele coro ( "oooooooooohhhhhh, oooooooooohhhhh, ooooooooooohhh"). Neste momento eu e mais algumas dezenas de milhares de pessoas deixam de estar em Paredes de Coura num festival num dia á tarde e passam a estar naquele mundo, o seu mundo o de cada um, e o de todos. Unidos por sete pessoas durante cerca de uma hora e meia. No final voltam para desmontar o seu palco, são aplaudidos incessantemente durante os quinze/vinte minutos que estão ainda naquele, que por momentos se tornou um pedestal. Se existe transe esta é a demonstração de como esse transe se materializa na humanidade.

Eu falo por mim mas acho que por todos, nunca me tinha sentido a levitar a ser transportado para outro lado. Paranormal? Talvez, apesar de eu não acreditar nisso.

Uma coisa eu sei, estive num paraíso. E deixo-vos uma amostra do que é estar num paraíso